Selo "Parada obrigatória"



Recebi do Bruno este maravilhoso selo. Antes de mais nada quero agradecer ao Bruno pela indicação, leitura frequente e carinho. Valeu mesmo!

Regras: 

- Postar em seu blog o selo e as regras;

- Indicar mais 5 outros blogs parceiros para receberem o selo;

- Avisar os blogs que você presenteou;

Blog que escolhi:

desiina.blogspot.com
decadence-elegance.blogspot.com
www.onzepalavras.com
florestadeconcreto.wordpress.com
cogumelosverdes.blogspot.com

Canção para os Malditos


Os segredos da noite 
nascem através de barulhos. 
Pequenos sussurros em melodia,
Que ouço enquanto tenho medo. 

Por Isabella F.

A Princesa que morreu por amor


"A história falava de uma princesa, a única filha que restava ao pai idoso. O chefe adorava a filha e escolheu com cuidado um marido para ela: um jovem chefe guerreiro da tribo Clatsop que a amava. As duas tribos se juntaram para as comemorações de casamento. Mas, antes do começo da festa, uma doença terrível começou a matar muitos homens.

Os anciãos e os chefes se reuniram para discutir o que poderiam fazer contra a doença devastadora que dizimava rapidamente seus guerreiros.
O curandeiro mais velho contou que seu pai, perto de morrer, já bem idoso, havia previsto uma doença terrível que mataria seus homens, uma doença que só poderia ser vencida se a filha de um chefe, pura e inocente, oferecesse de boa vontade a vida a vida pelo seu povo.
Para realizar a profecia, ela deveria subir voluntariamente num penhasco acima do Grande Rio e pular para a morte nas rochas abaixo.

Uma dúzia de jovens, todas as filhas dos vários chefes, foi trazida diante do conselho. Depois de demorados debates, os anciãos decidiram que não poderiam pedir um sacrifício tão precioso, sobretudo por que não sabiam se a lenda era verdadeira.

Mas a doença continuou se espalhando implacável entre os homens, e finalmente o jovem chefe guerreiro, o futuro esposo, caiu doente. A princesa, que o amava muito, soube no fundo do coração que algo precisava ser feito e, depois de lhe dar um beijo na testa, afastou-se.

Demorou toda a noite e todo o dia seguinte para chegar ao local indicado na lenda, um penhasco altíssimo acima do Grande Rio e das terras mais além. Depois de rezar e se entregar ao Grande Espírito, ela cumpriu a profecia sem hesitar, pulando para a morte nas rochas abaixo.

Nas aldeias, na manhã seguinte, os doentes se levantaram saudáveis e fortes. Houve grande jubilo e comemoração, até que o jovem guerreiro descobriu que sua adorada noiva havia sumido. À medida que a percepção do que acontecera se espalhavam rapidamente entre povo, muitos empreenderam a jornada até o lugar onde sabiam que iriam encontrá-la. Enquanto se reuniam em silencio ao redor do corpo destroçado na base do penhasco, seu pai, tomado pelo sofrimento, gritou para o grande espírito, pedindo que o sacrifício dela fosse lembrado para sempre. Nesse momento, do lugar onde ela havia pulado começou a jorrar água, transformando-se numa nevoa fina que caia aos pés deles, lentamente formando um lago maravilhoso."




Trecho do livro 'A Cabana' de William P. Young

Silêncio



Tudo que eu fiz se tornou tragédia.
Eu sou um piano sem som,
um violino desafinado.
Na chama do destino o meu segredo se partiu.
Duas almas dispersas,
e o entardecer feria todos os meus segredos.
O que ficou foi uma triste verdade,
porque nós somos a prova de toda a mentira.
Somos uma casca dura e impenetrável,
que cresce em busca de destruição e prazer.


Pensei que a vida enfim tinha me amado.
Ele acalmava meu coração,
mas cortou minha alma com a dor da lembrança.
Lembrança dos meus pecados.


Era sol de Janeiro.
Era paixão.
Quatro paredes, calor e veneno.


Que coisas lindas eu pude ver em teu sorriso,
limpo, singelo, vivo,
leve como uma folha.


Se o amor é um ato, se é cuidado...
Por que então eu deixei o meu jardim morrer?



Por Isabella F.

O CHORO


Eu encontrei o choro numa gota de orvalho,
choro perdido em gota maldita,
onde o meu soluço é o perdão.
Choro contido em palavra esquecida.
E ergo-me na doçura de uma palavra,
ergo-me ao choro
e entrego minha alma ao instante,
onde o pecado é a redenção.

Por Isabella F.

CALEIDOSCÓPIO


Deixe-me sentir,
ser tomada pela emoção mais uma vez.
Deixe-me livre como uma folha,
pura como água.
Tocarei a máxima pureza
com a ponta dos meus dedos,
até encontrar você.
Eu me entrego por inteira
única
vigente
viva.
Deixe-me em meu casulo
quentinho,
para virar borboletinha perto de você
Aqui é meu lugar
meu ninho de passarinho
pra você cuidar de mim.
Sou multicolorida, multiforme,
e cada pedacinho de mim,
cada fragmento de mim
é um pássaro pronto para voar.

Por Isabella F.

INJUSTIFICÁVEL




Na tarde de domingo
com bolachas e cafezinho preto
disse acreditar no amor.


A xícara foi para a mesa
as bolachas mastigadas
as sobrancelhas curvadas.


Me fitaram e o sorriso
ansioso invadiu a sala.


Por Isabella F.

O terror criado pelas bocas infantis

Quando eu era criança, eu e as garotas da rua ficávamos sentadas olhando a casa verde da rua de cima, nós achávamos que ela era mal assombrada, e sempre tivemos a vontade de entrar lá para conferir, mas o medo nos tomava. Quando era chegada a hora de ir pra casa, ficávamos com receito de entrar, no escuro, com medo dos personagens de nossas histórias. Como éramos todas vizinhas, nós ficávamos nos nossos portões e contávamos até três para que todas descessem as escadas de suas casas no mesmo sincronismo, assim uma protegeria a outra.





Mas a casa verde não era a única história que passava por entre nossas pequenas bocas:

BONEQUINHA PRETA

Essa é a história de uma criança que sofreu muito, ela que vestia preto, era negra e tinha uma história trágica de maus tratos e escravidão. Depois de sua morte ela virou uma boneca demoníaca, e morava dentro dos espelhos a espera de sua vingança e que seus assassinos e torturadores fossem encontrados, ela vagava por entre os espelhos e matava a todos que atravessasem seu caminho. Ela se chamava Bonequinha Preta. Se falássemos “Bonequinha Preta” três vezes na frente do espelho ela sairia dele e nos mataria sem piedade.

Eu brincava disso no colégio também. Todas as garotas entravam dentro do banheiro, cerca de 20 meninas dentro do banheiro em volto de um espelho. Nós falamos três vezes e saíamos correndo do banheiro. Muitas eram pisoteadas, ficávamos machucadas e sempre éramos chamadas atenção quando alguém se machucava.

BONEQUINHA DE ALGODÃO

Essa é a a mais horripilante das histórias. A bonequinha de algodão também era uma criança que virou boneca demoníaca para vingar sua morte. Ela vagava pelos hospitais, vestia branco e tudo indica que ela morreu num hospital, vítima de erros médicos, torturas e era muito doente, por isso ela vagava por todos os Hospitais a procura de seu assassino. Quando as pessoas iam aos banheiros ela instigava através do espelho as pessoas a chamarem três vezes “Bonequinha de Algodão”, quase como hipnótico. Depois de tê-lo feito ela matava as pessoas com uma navalha e colocava algodão em suas narinas, como uma marca para que soubessem que era feito dela.

Essas histórias saem da imaginação das crianças sem saber como nem porque. É como mágica ou telefone sem fio, elas vão passando de boca em boca até que não se sabe realmente qual é a versão verdadeira dos contos, mas essa é a minha versão, mas creio que existem várias interpretações que a maioria já se esqueceu. Eu nunca me esqueci delas, nunca vou esquecê-las. Até hoje elas me intrigam. E convenhamos que histórias de terror são muito gostosas! 
Por Isabella F.